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Adriana Gehlen

​Já publicou contos em revistas, como Clitóris e Libertinagem, e seu primeiro livro, Aquela par que virou ímpar, será lançado em breve. É membro da Casa de Cultura Vaca Profana, de Passo Fundo/RS.

Pela GÊNIO EDITORIAL, participou da coletânea Quando falávamos do desejo e outros sentimentos menores.

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Levei Filipe para um quarto do apartamento longe da festa, embora poderia deixar as coisas como estavam. O sutiã e o zíper da calça fechados. Poderia, mas pra que esperar? Já havíamos conversado demais. Tiramos tudo, ficamos entrelaçados em puro calor. Algumas horas depois, quando foi embora, minhas pernas tentavam se encaixar novamente no ângulo correto do corpo e abri a porta lentamente para ele sair. Aparentemente todos dormiam, mas tive a impressão que alguém assaltava a geladeira na cozinha. Decidi pensar que não me veriam.