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Maria Fernanda Elias Maglio

Nasceu em Cajuru-SP, em agosto de 1980. É escritora e defensora pública, trabalha fazendo a defesa de pessoas pobres que estão cumprindo pena. Seu primeiro livro, Enfim, imperatriz (Patuá, 2017), venceu o Prêmio Jabuti 2018 na categoria contos. Publicou também o livro de poesias 179. Resistência (Patuá, 2019), com o qual venceu o Prêmio Biblioteca Nacional 2020, e o romance Você me espera para morrer? (2020).

Pela GÊNIO EDITORIAL, participou da coletânea Das coisas que perdemos quando você desistiu.

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É só buscar a mochila e tchau, não precisa ver o Fabrício nunca mais. De repente bloqueia das redes sociais, pode até sair das redes sociais, nunca mais botar uma porra de foto, nem quando conseguir fazer o mestrado em Córdoba. Ninguém precisa saber que está fazendo mestrado, muito menos em Córdoba. Ou será que precisa? Se passar agora no Fabrício, ainda dá tempo de pegar um cinema mais tarde. Melhor levar um xale, o frio que faz nesses cinemas é desgraçado. E se nem pegasse a mochila? Poderia ligar e dizer não vou mais. Ou mandar uma mensagem: Fabrício, pego minhas coisas outro dia, ok?